domingo, 27 de janeiro de 2013

Problemas enfrentados na preservação digital





No contexto da preservação digital algumas questões dificultam as possibilidades de se desenvolver um trabalho mais efetivo que garanta a funcionalidade e acesso as informações, criando assim, um desafio de garantir a preservação de documentos digitais e afirmar o acesso ao seu conteúdo, por meio de recursos tecnológicos disponíveis. Observamos questões relevantes:

Rápida obsolescência da tecnologia digital“O software e o hardware tornam-se obsoletos em questão de anos, ao invés de décadas, e que embora as versões sucessivas de programas possam ser compatíveis, os fabricantes de software normalmente não garantem a compatibilidade por um longo período”. (TOMAZ e SOARES, 2004).

·  Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em assegurar a preservação de longo prazo: “Atualmente, mesmo com um pesado investimento na tecnologia da informação há uma fragilidade estrutural evidente nos sistemas eletrônicos de informação que incapacitam de assegurar a preservação de longo prazo e o acesso contínuo às informações geradas num contexto de rápido avanço tecnológico” (CONAC, 2005, p. 2).

·    Fragilidade do armazenamento digital: “A tecnologia digital é comprovadamente um meio mais frágil e mais instável de armazenamento, comparado com os meios convencionais de registrar informações, tendo um impacto profundo sobre a gestão dos documentos digitais no presente para que se tenha garantia de acesso no futuro.” (CONAC, 2005, p. 3).

·    Complexidade e custos da preservação digital:  A necessidade de  constante atualizações de suporte e de formato demanda investimento  financeiro  elevado e contínuo  em  infraestrutura tecnológica, pesquisa científica aplicada e capacitação de recursos humanos.

Conforme (TOMAZ e SOARES, 2004), implica-se também outras dificuldades na área técnica, política, econômica e social, dentre as podemos citar:

Ø Risco de agravamento do problema da exclusão social;
Ø dificuldade de definição de estratégias e custos associados às atividades de preservação digital;
Ø falta de linguagem própria nas diversas áreas do conhecimento para descrever os novos relacionamentos e tipos de documentos;
Ø abandono de fontes de informação digital quando as instituições deixam ou perdem o interesse pelos negócios;
Ø Falta de preparo de gestores de acervos e especialistas de preservação nas questões ligadas ao ambiente da tecnologia da informação.

Segundo (TOMAZ e SOARES, 2004), “Até bem pouco tempo atrás, a atenção de profissionais da informação concentrava-se, apenas, na longevidade do suporte físico onde a informação era armazenada. Esse posicionamento não é suficiente no mundo digital. Mesmo nas melhores condições de armazenamento, as mídias digitais podem ter sua vida interrompida pela falta ou inadequação de qualquer um dos demais componentes”.

Portanto a resolução nos problemas na preservação digital só será possível se houver uma ampla articulação entre os diversos setores comprometidos com a preservação do patrimônio digital, e em cooperação com os organismos nacionais e internacionais conjuntamente com os profissionais da área que devem encarar esses paradigmas como um desafio dos novos tempos, garantindo assim, um material de qualidade e confiabilidade para as gerações futuras.

Referências:

BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos. Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital: preservar para garantir o acesso. Brasília: CONARQ, 2009. . Disponível em: http://www.conarq.arquivonacional.gov. br/media/carta.pdf. Acesso em 27 jan. 2013.

THOMAZ katia p. ; SOARES Antonio José. A preservação digital e o modelo de referência Open Archival Information System (OAIS).DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.5 n.1 fev/04 . Disponível em: http://www.dgz.org.br/fev04/Art_01.htm. Acesso em: 27 jan. 2013.



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