No
contexto da preservação digital algumas questões dificultam as possibilidades
de se desenvolver um trabalho mais efetivo que garanta a funcionalidade e
acesso as informações, criando assim, um desafio de garantir a preservação de
documentos digitais e afirmar o acesso ao seu conteúdo, por meio de recursos
tecnológicos disponíveis. Observamos questões relevantes:
Rápida obsolescência da tecnologia digital: “O software e o hardware tornam-se obsoletos em questão de
anos, ao invés de décadas, e que embora as versões sucessivas de programas
possam ser compatíveis, os fabricantes de software normalmente não garantem a
compatibilidade por um longo período”. (TOMAZ e SOARES, 2004).
· Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de
informação em assegurar a preservação de longo prazo: “Atualmente, mesmo com um pesado investimento
na tecnologia da informação há uma fragilidade estrutural evidente nos sistemas
eletrônicos de informação que incapacitam de assegurar a preservação de longo
prazo e o acesso contínuo às informações geradas num contexto de rápido avanço
tecnológico” (CONAC, 2005, p. 2).
· Fragilidade do armazenamento digital: “A tecnologia digital é comprovadamente um
meio mais frágil e mais instável de armazenamento, comparado com os meios
convencionais de registrar informações, tendo um impacto profundo sobre a
gestão dos documentos digitais no presente para que se tenha garantia de acesso
no futuro.” (CONAC, 2005, p. 3).
· Complexidade e custos da preservação digital: A
necessidade de constante atualizações de
suporte e de formato demanda investimento
financeiro elevado e
contínuo em infraestrutura tecnológica, pesquisa científica
aplicada e capacitação de recursos humanos.
Conforme (TOMAZ e SOARES, 2004), implica-se também outras dificuldades na área técnica, política, econômica e social, dentre as podemos citar:
Ø Risco de agravamento do problema da exclusão social;
Ø dificuldade de definição de estratégias e custos associados às atividades de preservação digital;
Ø falta de linguagem própria nas diversas áreas do conhecimento para descrever os novos relacionamentos e tipos de documentos;
Ø abandono de fontes de informação digital quando as instituições deixam ou perdem o interesse pelos negócios;
Ø Falta de preparo de gestores de acervos e especialistas de preservação nas questões ligadas ao ambiente da tecnologia da informação.
Segundo (TOMAZ e SOARES, 2004), “Até bem pouco tempo atrás, a atenção de profissionais da informação concentrava-se, apenas, na longevidade do suporte físico onde a informação era armazenada. Esse posicionamento não é suficiente no mundo digital. Mesmo nas melhores condições de armazenamento, as mídias digitais podem ter sua vida interrompida pela falta ou inadequação de qualquer um dos demais componentes”.
Portanto a resolução nos problemas na preservação digital só será possível se houver uma ampla articulação entre os diversos setores comprometidos com a preservação do patrimônio digital, e em cooperação com os organismos nacionais e internacionais conjuntamente com os profissionais da área que devem encarar esses paradigmas como um desafio dos novos tempos, garantindo assim, um material de qualidade e confiabilidade para as gerações futuras.
Referências:
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos. Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital: preservar para garantir o acesso. Brasília: CONARQ, 2009. . Disponível em: http://www.conarq.arquivonacional.gov. br/media/carta.pdf. Acesso em 27 jan. 2013.
THOMAZ katia p. ; SOARES Antonio José. A preservação digital e o modelo de referência Open Archival Information System (OAIS).DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.5 n.1 fev/04 . Disponível em: http://www.dgz.org.br/fev04/Art_01.htm. Acesso em: 27 jan. 2013.
THOMAZ katia p. ; SOARES Antonio José. A preservação digital e o modelo de referência Open Archival Information System (OAIS).DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.5 n.1 fev/04 . Disponível em: http://www.dgz.org.br/fev04/Art_01.htm. Acesso em: 27 jan. 2013.

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